15 de nov de 2016

Antes de investir, você precisa aprender a poupar!

É muito comum as pessoas nos perguntarem sobre investimentos. Qual é o melhor, mais rentável, mais conservador e assim por diante... thumbnail 1 summary

É muito comum as pessoas nos perguntarem sobre investimentos. Qual é o melhor, mais rentável, mais conservador e assim por diante. Mas é muito raro ver alguém falar sobre o caminho para ter o dinheiro para investir. São duas coisas muito diferentes, afinal, para investir, é preciso ter dinheiro. E esse dinheiro não pode ser aquele para pagar as contas do mês, certo?


O fundamental: poupar

Normalmente se fala muito em “sobra”. “Não sobra nada no fim do mês, por isso não invisto” ou “se sobrar algo, eu vou investir”. Acredite, amigo leitor, raramente vai sobrar. Poupar precisa ser algo intencional, e não obra do acaso.
E para isso, pela “enésima” vez vou falar: é preciso ter controle do seu orçamento. Saber exatamente quanto tem de receita, quanto tem de despesas e, sobretudo, como gasta seu dinheiro. Só assim será possível ajustar suas contas para poder haver dinheiro a ser poupado.
Não tem certo ou errado
Outra pergunta comum é: “mas quanto devo investir do total de minhas receitas?” Não existe certo ou errado. O importante é conseguir poupar, de forma intencional e contínua. Se você consegue poupar 5% do que recebe, ótimo! 10%? Melhor ainda! O importante é fazer!
Por isso, não se prenda a conceitos dos outros. Foque em cuidar bem do orçamento para tornar esse hábito saudável parte da sua vida e de sua família.

Poupar deve ser um gasto

Confuso? Dentro da ideia da “intencionalidade”, esperar o fim do mês para guardar o dinheiro costuma não dar certo. Se você já conseguiu ajustar seu orçamento para, hipoteticamente, poupar R$ 100,00 por mês, então já separe esse dinheiro no ato de seu recebimento mensal.
Isso quer dizer que, lá na coluna de despesas de seu controle, onde tem “água, luz, IPTU”, você vai acrescer “investimentos” e já transferir o dinheiro para a conta/aplicação com essa finalidade.
Assim você não corre o risco de “sobrar” e acabar gastando, em vez de guardar. Se, ainda assim, “sobrar” algo no fim do mês, parabéns! Você está vivendo de forma consciente. Nesse caso, você tem duas escolhas:
  • Gastar com você e sua família, afinal, suas contas estão todas pagas e sua meta de poupança atingida;
  • Ou turbinar suas economias e poupar esse dinheiro também.
Investindo

Agora que poupar virou rotina, é hora de pensar onde e como investir seu dinheiro. Você vai encontrar uma enorme quantidade de vídeos e artigos aqui no Dinheirama falando do que é fundamental: ter objetivos definidos e conhecer sua tolerância à volatilidade.
Sabendo seus objetivos, você terá claro quanto precisa guardar, o prazo em que vai usar o dinheiro e quanto risco pode correr.
Se é um dinheiro da reserva de emergência, ele tem que estar disponível imediatamente e você não pode correr risco de variações para baixo.
Aqui você tem opções como o Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária e a própria poupança – no caso da última, sabendo que é pela disponibilidade e não rentabilidade. Costumo orientar para deixar na poupança apenas uma fração (10% no máximo) de sua reserva de emergência.
E assim por diante, você ajusta os investimentos a seus objetivos, e não o inverso. Quanto mais longo o prazo, mais arrojadas podem ser as escolhas. Claro, desde que você tenha uma boa tolerância às variações.

Conclusão

É a velha conversa do “carro na frente dos bois”. É inútil falar de Tesouro Direto, Ações e outros assuntos antes de ter dinheiro para investir. Por isso é tão importante saber que poupar e investir são coisas diferentes, mas um não existe sem o outro.
Pare de se dar desculpas e comece a agir. Imprima seus extratos, comece a fazer seu controle, corte na carne (sim, vai doer!) e vislumbre um futuro bacana nascendo para você e os seus nesse exato momento.
Vamos sair da zona de conforto? Fica o convite! Grande abraço e nos vemos em breve!

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