21 de nov de 2016

Consórcio de imóveis ou financiamento?

O mercado de  consórcio de imóveis (carta de crédito)  tem crescido muito nos últimos anos, o sonho de ter uma casa própria tem atraído con... thumbnail 1 summary
O mercado de consórcio de imóveis (carta de crédito) tem crescido muito nos últimos anos, o sonho de ter uma casa própria tem atraído consumidores a esta modalidade de crédito, acreditando ser uma forma mais “barata” de se conseguir o recurso para compra de um imóvel. Mas será que o consórcio é realmente vantajoso?
No apelo de venda de consórcio a principal argumentação é de que não há cobrança de juros, de fato não há mesmo, mas em compensação há cobrança de taxa de administração, que varia de acordo com cada administrador e fica em torno de 20% do valor da carta, o valor do crédito também é atualizado anualmente de acordo com a inflação do mercado imobiliário (INCC ou CUB), dependendo do contrato, o que gera um custo ao comprador, assim como a taxa de juros de um financiamento.

Quando se faz a opção por uma carta de crédito também é preciso levar em conta o custo do dinheiro no tempo, ou seja, aquela aplicação que você poderia fazer e receber juros caso não estivesse pagando o crédito, embora há uma compensação devido à correção da carta pela inflação, sempre há perda para o cliente nessa relação. Outro ponto importante de se ressaltar é que quando se esta pagando o consórcio você só terá o dinheiro quando a sorte lhe bater na porta, pois dependerá de um sorteio para ter o dinheiro.
De maneira geral podemos dizer que há vantagem para os contemplados no início do planos, até um terço do prazo total, por exemplo em um plano de 150 meses, os contemplados até o qüinquagésimo mês terão uma vantagem, pois estes trabalharão com o dinheiro dos demais por um bom período de tempo, já os demais terão um alto custo de oportunidade. Como não há nenhuma garantia de contemplação para a grande maioria dos cotistas, não há benefício financeiro.
É comum também o argumento de que a liberação do crédito via consórcio é menos burocrática do que a de um financiamento, não é bem assim, enquanto você não é contemplado no consórcio, é um credor, e por isso não há nenhuma grande exigência para entrar no plano, porém no momento que você é contemplado e deseja liberar o crédito as burocracias começam a vir, assim como em um financiamento é necessária a comprovação de renda, dependendo do caso podem pedir avalistas, são necessárias certidões negativas do imóvel, do vendedor e/ou da construtora dependendo do caso, o processo passa a ser muito parecido com o de um financiamento.
Como mencionado as duas opções de crédito são bastante equivalentes, não havendo grande vantagem em uma ou em outra, o consórcio é melhor se você for contemplado no início já o financiamento é melhor se você demorar muito a ser contemplado no consórcio, fato é, que a melhor opção a longo prazo para a formação de patrimônio é realizar poupar dinheiro e ir aplicando de forma adequada o dinheiro, pois assim você não paga juros ou tem custos com serviços, além de conseguir maior poder de barganha na hora de realizar o negócio. Construir patrimônio através de dívidas não costuma ser um bom negócio.

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